Óleo Essencial Lemongrass Importado

  • Nome Científico Cymbopogon schoenanthus
  • Cor e Cheiro Amarelo/Alaranjado - Característico
  • Data de Validade 36 meses após fabricação
    A partir de
  • R$40,67


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Do capim limão (lemongrass) existem duas subespécies, com óleos essenciais diferentes. A primeira delas, de nome científico Cymbopogon flexuosus é conhecida como capim limão da Índia Oriental e seria o capim limão do qual tratam os livros de aromaterapia internacionais (às vezes é erroneamente chamado de citronela ou confundido com a mesma). O segundo, o Cymbopogon citratus, é muito conhecido aqui no Brasil como capim cidreira, erva-cidreira ou capim santo (no exterior é denominado de capim limão da Guatemala). São plantas diferentes e no Brasil só existe a segunda, o C. Citratus. A diferença básica entre as duas plantas fica na composição química de seus óleos essenciais. Ambos possuem um alto teor de citral, um componente que lhes dá um certo cheiro de limão, daí o nome, porém o capim cidreira possuirá também mirceno, o que lhe confere outras propriedades. O capim limão (Cymbopogon flexuosus) possui um teor de citral superior a 85% em seu óleo essencial, enquanto o capim cidreira (Cymbopogon citratus) de 65-85%. Dentro da cultura popular estas plantas são indicadas como calmantes, sedativas, em problemas gastrointestinais, como repelente de insetos, galactagogos, em casos de febre e até dor de cabeça.

Algumas pesquisas científicas já feitas com o óleo essencial da planta possibilitaram confirmar certas indicações e desmentir outras: Ambas as plantas prezam pela reputação de serem calmantes segundo a medicina popular, porém pesquisas feitas na Universidade Federal Fluminense de Niterói e Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto mostraram que em testes realizados com cobaias, o chá de capim cidreira não possui qualquer efeito calmante do sistema nervoso central. O que pode acontecer é que o óleo de capim cidreira possui ação vasodilatadora, podendo abaixar a pressão sanguínea, e isso acabar sendo confundido com a sensação de relaxamento. Outra possibilidade é que por conter bem mais mirceno do que o capim limão, o capim cidreira poderia exercer uma ação analgésica local pois outras pesquisas demonstraram que o mirceno possui propriedades sedativas do sistema nervoso periférico e apresenta resultado mais eficaz neste sentido quando inalado, usado localmente ou quando injetado diretamente na corrente sanguínea. Devido a isso o capim cidreira é um bom óleo para empregar-se em massagens para tratar de dores musculares e localizadas, pois ajuda a diminuir a dor, tratando também de processos inflamatórios. O efeito calmante e antidepressivo do chá de capim cidreira talvez tenha sido atribuído a ele devido à confusão que se faz aqui no Brasil entre as plantas com o nome erva-cidreira, pois em outros países ele não é considerado calmante.

Existem três plantas com este nome sendo que somente esta é um tipo de grama. As outras duas são a melissa (Melissa officinalis - dá de forma rasteira de maneira muito semelhante à hortelã) e a outra é a verbena brasileira (Lippia geminata).

Outra propriedade muito importante já estudada com o capim cidreira e capim limão são suas propriedades fungicidas que podem ser aproveitadas na conservação de alimentos estocados e no tratamento de micoses e alergias (fungos são os maiores causadores de alergias de pele e respiratória). Uma pesquisa feita com o capim cidreira constatou uma grande eficácia contra Aspergillus flavus, um fungo comum de se formar em alimentos estocados em galpões e responsável pela sua rápida deterioração. A ação do óleo persistiu por um espaço de 7 meses de estocagem e a introdução de altas doses de fungos nas amostras.

Seu uso em aromatizadores é útil para matar fungos dispersos no ar como Aspergillus fumigatus, Rhizopus oryzae, Fusarium solani, etc. Propriedades antibacterianas no óleo mostram-se muito úteis no tratamento de uma série de microrganismos como Staphylococcus aureus, Enterococcus faecalis, Candida albicans, Salmonela entérica, Aeromonas veronii, Pseudomonas aeruginosa, etc. Pela existência de farnesol nos óleos de capins, eles passam a adquirir uma ação bacteriostática, ou seja, inibem a multiplicação das bactérias e isso explica seu resultado como desodorante, desinfetante e contra bromidrose (chulé).

Outros empregos do capim cidreira seriam no tratamento de acne, como estimulante da circulação, em massagens anticelulite, problemas de má digestão e gases. Observamos que um chá bem concentrado de capim cidreira é muito útil para acabar com os sintomas da gripes, o que nos leva a suspeitar também de uma propriedade inibitória de vírus. Usado em gordura localizada, celulite (ativa a circulação), problemas digestivos (falta de apetite), seborreia e queda de cabelo, anti-inflamatório em ciática, fibromialgia. Libera a raiva e emoções contidas. É vasodilatador, anti-micótico e hipotensor.

Um dos usos que poderíamos generalizar para os capins é como antissépticos para lavar pias de cozinha, tábuas de carne e ainda algumas gotas na água onde legumes e frutas são deixados por alguns minutos para matar vermes e bactérias. Um efeito tão bom quanto o cloro e menos prejudicial à saúde. Apesar de todas estas boas indicações e dos óleos de capins serem óleos relativamente seguros, especialmente o capim limão e cidreira devem ser evitados por homens com problemas de próstata como hiperplasia, pois o citral, presente no óleo, pode ocasionar um aumento da dilatação prostática, complicando ainda mais o problema. Porém, homens sem problemas de próstata podem usá-lo seguramente. Também em pesquisas notou-se que o uso prolongado (acima de 15 dias) do óleo puro ou altamente concentrado sobre a pele pode ocasionar um estado de hiperplasia das glândulas sebáceas, o que pode desencadear problemas de pele. Em observações constatou-se que este efeito (ocasionado pelo citral existente no óleo) está relacionado a um aumento no nível de testosterona. A hiperplasia das glândulas sebáceas está relacionada diretamente a uma atividade andrógena afetada pela testosterona.

Em estudo realizado pelo Instituto Agronômico de Campinas, o óleo essencial de C. Citratus aumentou o tempo de sono induzido por barbitúrico. Neste trabalho foi avaliada a atividade do OE e de seus compostos majoritários Citral, β-Mirceno e Geraniol em alterar o sono induzido por éter etílico. A atividade sedativa do OE parece ser devida à presença de Citral, composto ao qual se atribui atividade calmante. Estes resultados corroboram o uso popular da espécie como sedativa. 

  • Inalações: 6 a 15 gotas em difusor 3 vezes ao dia;
  • Uso tópico local: diluído entre 2 e 5%
  • Uso em massagens: 2 a 3%

Toxidade e recomendações: Evitar em casos de hiperplasia prostática e glucoma óleos ricos em citral (capim cidreira e limão). Não utilizar estes óleos puros sobre a pele, pois podem ocasionar queimaduras devido ao teor em aldeídos.      

DL50: Em todos: oral acima de 5g//kg em ratos.

Nome Científico Cymbopogon schoenanthus
Cor e Cheiro Amarelo/Alaranjado - Característico
Data de Validade 36 meses após fabricação

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